segunda-feira, 25 de julho de 2011

ENTREVISTA: Aprovação em Concurso Público para o Cargo de Juiz do Trabalho

Amigos!

Reproduzo, hoje, uma entrevista que concedi para o blog do Professor Rogério Neiva, na qual falo sobre o processo que culminou na minha aprovação no concurso para Juiz do Trabalho.

Espero que a leitura seja proveitosa para todos aqueles atualmente estão se preparando para concursos na área jurídica!

Grande Abraço, João Humberto.

Nome: João Humberto Cesário

Cargo: Juiz do Trabalho (Titular de Vara)

Idade: 45 anos

Estado Civil e situação familiar: casado e moro com a minha esposa e um dos meus filhos.

Cidade onde mora/lotação: Fui removido, há algumas semanas, para a titularidade da Vara do Trabalho de Campo Novo do Parecis – MT. No entanto, em função de estar atualmente cursando mestrado em Direito Agroambiental na Universidade Federal de Mato Grosso, respondo, temporariamente, em Cuiabá – MT, pelo Núcleo de Conciliações do TRT da 23ª Região.

Cidade de origem: Uberaba – MG

Data da Posse: 17.02.2000

Cargos ocupados anteriormente: Servidor no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região e também no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região.

Formação: Tenho duas graduações, a primeira em Zootecnia (julho de 1989) e a segunda em Direito (Março de 1997).

Concursos aprovados anteriormente: Servidor no TRT da 15ª Região e Professor Temporário na Universidade Federal de Mato Grosso.

Data de aprovação no cargo atual: A aprovação definitiva se deu em janeiro de 2000, em data que não sei indicar com exatidão.

Quando começou a se preparar para o concurso atual: Meu processo de preparação de desenrolou de modo um tanto atípico. Prestei, inicialmente, três concursos para Juiz do Trabalho, nos quais cheguei à segunda fase, mesmo sem me submeter a qualquer estudo. Percebi, com efeito, que tinha potencial para a aprovação, razão pela qual passei a estudar concretamente. Demorei, a partir do início efetivo dos meus estudos, onze meses para lograr a aprovação definitiva.

Como estudou:

montou planejamento? Não. O meu estudo, na realidade, foi desenvolvido de modo bastante intuitivo.

fez cursinho? Quantos? Não. Ressalto, porém, que não o fiz por absoluta falta de opção, já que na minha cidade, à época, não havia qualquer curso preparatório.

estudou em grupo? Não. Sempre gostei de estudar sozinho. Devo sublinhar, todavia, que costumeiramente tirava dúvidas com os Juízes do Trabalho a que tinha acesso pelo fato de ser servidor da Justiça do Trabalho.

estudava em biblioteca? Não. Sempre estudei em casa.

estudava quantas horas por semana? Devo confessar que fui um “concurseiro” extremamente indisciplinado. Às vezes estudava até oito horas em um só dia. Depois passava dias, às vezes semanas, sem estudar nada (não aconselho ninguém a seguir o meu péssimo exemplo…).

O que faria diferente: Eu tentaria ser mais organizado e disciplinado. Dito de outro modo: a) eu montaria um planejamento de estudo; b) faria um bom cursinho; c) teria maior constância nos estudos (não estudaria por muitas horas em um só dia; mas procuraria estudar todos os dias).

Houve momentos de desânimo? Jamais. Embora um tanto disperso, eu sempre fui muito animado.

Chegou a pensar que não passaria? Também não. Sempre houve, no meu interior, uma voz que dizia, incessantemente, que eu seria aprovado.

Principais dificuldades. Quais foram? Talvez a minha indisciplina. Nunca tive uma rotina de estudos mais estruturada.

O que fez para superar as dificuldades? Não consegui superar, durante o meu período de “concurseiro”, o problema da indisciplina. Por sorte ele não chegou a me prejudicar.

Contexto de aprovação

como soube da notícia? Soube da aprovação pessoalmente, logo após a prova oral.

onde estava? Estava no Plenário do TRT da 23ª Região, onde havia acabado de me submeter à prova oral.

o que sentiu no momento em que recebeu a notícia? Senti um misto de alegria pela aprovação e de preocupação pela responsabilidade que estava prestes a assumir.

o que fez em seguida? Recordo-me que fui almoçar, em uma peixaria, com dois outros candidatos que também tinham sido aprovados.

como foi a comemoração? Não fiz qualquer comemoração específica. Recordo-me, apenas, que ao chegar no aeroporto da minha cidade após a prova oral, havia um número significativo de familiares e amigos me esperando. Aquele encontro me fez muito bem!

Conselho aos candidatos:

O que diria para alguém que estivesse começando a estudar para concursos e lhe pedisse um conselho? Mantenha sempre em nível elevado a sua autoconfiança.

O que diria para alguém que estivesse estudando há algum tempo e lhe pedisse um conselho? O concurso público se rege pelo princípio da continuidade. Não abdique dos seus projetos!

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